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Projetos Pontuais

Vista aérea da floresta amazônica com camada de dados
Relatório impresso aberto sobre a mesa, com mapas e gráficos das unidades de conservação
Imazon

Relatório (inserir o nome do relatório), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O desafio

Apresentar os resultados de um levantamento sobre a evolução do desmatamento em unidades de conservação da Amazônia de forma gráfica, clara e acessível, ampliando o alcance e a leitura dos dados.

O que fizemos

A agência criou um projeto gráfico de impacto, fora do padrão mais científico e tradicional desse tipo de publicação, com um visual moderno e dinâmico. Uma equipe de jornalistas conectou a pesquisa ao cenário político e econômico do Brasil por meio de histórias, facilitando a compreensão dos resultados. Assim, o relatório passou a ser mais lido e melhor aproveitado por quem o usou em campanhas e na pressão por medidas legais e judiciais de proteção a essas Unidades de Conservação.

Jovens na cidade olhando a campanha contra a MP 910 em seus celulares

Campanha Medida Provisória (MP) 910 Não!

Um grupo de organizações contratou a OMQQ para uma campanha contra a aprovação da Medida Provisória 910, editada em dezembro de 2019, que incentivava a grilagem de terras no Brasil, principalmente na Amazônia. O objetivo era mostrar à sociedade o que estava em jogo e levar o debate a quem decidiria no Congresso.

A teoria da mudança

Se a campanha gerasse engajamento em torno dos riscos da MP 910 para a Amazônia e para os brasileiros, seria possível mobilizar organizações, cidadãos e formadores de opinião para influenciar o debate público — criando um cenário em que os parlamentares se sentissem pressionados a se posicionar contra a proposta.

O que fizemos

Mobilização social, ativação de parcerias, incidência política direta, pressão por meio dos eleitores, testes de mensagens, segmentação de audiências, mapeamento de influenciadores, construção de mensagens-chave e monitoramento dos parlamentares-chave.

Notebook com painel de monitoramento de redes sociais e gráficos da campanha

A agência articulou uma rede de organizações para atuar de forma coordenada e conduziu a campanha com os parceiros, a partir de uma narrativa inspirada na experiência com a campanha Seja Legal com a Amazônia*.

*A Seja Legal com a Amazônia reúne representantes do agronegócio, de empresas e de organizações ambientais no combate ao roubo de terras públicas na região — prática que está entre as principais causas do desmatamento ilegal, da violência, da corrupção e do atraso econômico na Amazônia. A iniciativa busca conscientizar a população e os tomadores de decisão e mobilizar apoio às medidas necessárias para acabar com ela.

Nas redes sociais, a divulgação foi intensa, marcando os congressistas que votariam a medida e os líderes de bancada. Artistas, celebridades, economistas, empresários, associações e outros formadores de opinião se posicionaram a favor da causa — e, com essa rede articulada, a medida caducou no Congresso.

Resultados

Pela primeira vez na história, uma MP ou legislação de anistia a grileiros foi barrada — além do congelamento e adiamento do PL 2633.

24.695.286

pessoas alcançadas — cerca de 24 milhões, com aumento de 377% entre abril e maio

6.304

publicações coletadas, direta ou indiretamente — alta de 1.563% em relação a abril

2.908

usuários e perfis engajados nas redes — alta de 984% em relação a abril

28 mil

pressões enviadas pela landing page Saldão da Amazônia

#MP910Não

nos Trending Topics do Twitter por dois dias seguidos, com mais de 120 mil publicações

  • A Diálogos do Brasil, especializada em análise de dados nas redes sociais, monitorou os termos MP da Grilagem, MP 910, grilagem e roubo de terras.
  • Influenciadores e celebridades de grande alcance, como Anitta, Bruno Gagliasso, Gisele Bündchen, Taís Araujo, Leandra Leal, Mateus Solano, Caetano e Dira Paes, falaram da campanha e usaram a #MP910Não.
  • Pressão de atores internacionais, entre eles deputados dos parlamentos inglês e alemão, da União Europeia e empresários.
  • Cobertura na imprensa nacional e internacional.
Avenida movimentada ao pôr do sol com névoa de poluição sobre a cidadeInimigo InvisívelO desafio

Formada por mais de 20 organizações da sociedade civil que trabalham pela melhoria da qualidade do ar nas cidades brasileiras, a Coalizão Respirar lidera uma mobilização para impedir que os prazos do Proconve — o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, do Ministério do Meio Ambiente — sejam adiados, como pede a indústria automobilística, que quer postergar a fabricação de veículos menos poluentes.

O que fizemos

A OMQQ criou uma campanha para articular organizações que representam diferentes grupos da sociedade, como médicos e especialistas técnicos, e liderou o trabalho junto à opinião pública com as seguintes ações:

  • Estratégia, briefing, talking points e plano de ação
  • Desenvolvimento do site da campanha
  • Ativação de parceiros para reforçar a narrativa, como a Frente Parlamentar Ambientalista (FPA), a ANAMMA, o Ministério Público Federal (MPF), a Cetesb e quase 20 entidades médicas, entre elas a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), a Associação Paulista de Medicina (APM) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
  • Cartas públicas ao CONAMA e aos diretores executivos de cinco montadoras multinacionais com atuação no país
  • Mobilização nas redes sociais, com cards e conteúdos para Instagram, Facebook e Twitter compartilhados em ciranda por quase 20 organizações, como WWF Brasil, Observatório do Clima (OC) e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC)
Consultório de uma Unidade Básica de Saúde com notebook exibindo o site da campanha sobre poluição do ar

Com essa atuação, a campanha vem conseguindo desarticular o grupo de montadoras que tenta atrasar a eficiência dos veículos brasileiros — prova de que a sociedade organizada pode mudar o rumo de decisões importantes.